Primeira competição do campeonato nacional de parapente em Freixo Espada à Cinta
1º e 2º dia (13 e 14 de Maio)
Mangas canceladas devido às más condições atmosféricas. Freixo não só acolheu os melhores pilotos nacionais, como estão presentes outros pilotos de diversas nacionalidades. Esta prova prevê-se bastante competitiva face ao elevado número de pilotos que estão no local na conquista do pódio. Para o fim-de-semana, prevê-se melhores condições, com tendência para melhorar no Domingo com vento fraco do quadrante norte.
Devido a um problema com o Parque Internacional do Douro [período de nidificação de umas aves] esta prova de parapente, durante Sábado e Domingo, vai-se mudar para Macedo de Cavaleiros. Ao início da manhã já devemos ter uma ideia da hora de descolagem (que será sempre depois das 12h). Qualquer dúvida, é só fazerem o favor de ligar. 96 0429595; 91 5341855; 92 6730827 Gostaríamos de apelar à vossa compreensão para que este motivo de reportagem não se perca pela mudança de local durante Sábado e Domingo.O local de descolagem (na serra de Bornes) é acessível por carro e dará excelentes imagens de pilotos a ganharem os céus. Obrigado e espero poder contar com a vossa visita e o vosso interesse amanhã ou, se tal não puder acontecer, no Domingo.
Disponham e cumprimentos,
3º dia (15 de Maio)
Manga cancelada, em virtude de más condições de voo. Para Domingo prevê-se boas condições de voo com vento fraco do quadrante norte.
4º dia (16 de Maio)
Foi realizada uma manga em Torre de Moncorvo.
Tefigrama de Torre de Moncorvo para as 15h00
Classificação OPEN 1º Pedro Moreira - MacPara 6 2º Miguel Diaz -ES - MacPara 6 3º Cristiano Pereira - Axis Mercury III
Competição Parapente Douro Internacional conquistada por Pedro Moreira
Para o fim-de-semana, prevê-se melhores condições, com tendência para melhorar no Domingo com vento fraco do quadrante norte.A Primeira Prova do Campeonato Nacional de Parapente no Douro Internacional. É a primeira vez que o magnífico cenário do Douro Internacional foi o cenário de uma prova do campeonato nacional de Parapente, a Competição Parapente Douro Internacional, que aconteceu de 5ª a Domingo (13 a 16 de Maio). devido às condições meteorológicas adversas (chuva e ventos fortes) não houve voos nos primeiros 3 dos 4 dias de competição. Para o ultimo dia (este Domingo) estava guardado o prazer do voo livre, entre a Serra de Reboredo, em Torre de Moncorvo e Almeida, já no distrito da Guarda, numa distância de quase 50 km que, na verdade, se traduzem em mais do dobro da distância, visto que os pilotos têm que passar em vários pontos previamente definidos no plano de voo e registar essa passagem no seu GPS. Neste dia de voo, que constitui o primeiro voo a contar para o campeonato nacional de parapente 2010, onde 25 dos 75 pilotos chegaram à meta, os vencedores foram Pedro Moreira, do Clube Voo Livre Vertical (o recordista nacional de voo livre em distância, com 232km), seguido do espanhol Miguel Angel Ventaja, do clube Masseis. Como é habitual, nas senhoras, a primeira a chegar ao Goal (meta) foi Sílvia Ventura, do Clube de Montanhismo da Arrábida, Campeã Nacional 2009. Estes são os pilotos que começam com o pé direito (ou melhor, asa direita) o Campeonato de 2010, mas Nuno Gomes, do Clube de Montanhismo da Arrábida, com o seu 7º lugar, conserva todas as condições para lutar pela manutenção do título de Campeão Nacional. Veremos como evolui a competição nas próximas etapas do campeonato nacional, marcadas para Mirandela (10 a 13 de Junho), Montalegre (15 a 18 de Julho) Linhares da Beira (Serra da Estrela, 2 a 5 de Agosto). Esta prova é organizada pela WIND, Escolas de Parapente – Portugal e pelo clube local da modalidade “Os Grifos do Douro Internacional”, sendo a seu valor competitivo acreditado pela Federação do Voo Livre, e a prova apoiada pela Inatel e pelo Município de Freixo-de-Espada-à-Cinta.
O Parapente como Voo Livre
Uma centena de pilotos de voo livre (sem qualquer motor, apenas aproveitando as correntes térmicas) sobrevoaram escarpas, penados e vinhas numa modalidade desportiva neutra em termos de peugada ecológica e completamente aliada com a Natureza que a envolve. A sua perícia, imune às cinzas vulcânicas que perturbam aeronaves bem mais pesadas e abençoada pela simultaneidade da visita papal, vai originar grandes momentos de voo livre em que o prazer de voar se alia à competição pelo título de campeão nacional, em voos duros que podem atingir mais de 100km de extensão e mais de três horas de duração, num desporto em que a vitória em cada etapa e também os títulos finais se decidem, cada vez mais, por diferenças na casa do segundo, evidenciando a competitividade e a destreza enormes exigidas aos atletas. Os pilotos voam sem qualquer ajuda motorizada, em perfeito voo livre, pelo que têm que saber tirar o melhor das condições atmosféricas que enfrentam, aproveitando as correntes térmicas para, até à meta, conseguirem passar por todos os pontos marcados pelos comissários da prova, o que será medido e verificado pelo descarregamento dos dados do GPS que cada piloto transporta e que testemunha todo o seu percurso de voo. Trata-se de um desporto que anuncia o verão que aí vem, a comunhão com a Natureza e que tem uma centena de atletas inscritos em cada prova, chagando aos milhares de praticantes a nível nacional e interessando a estes, às respectivas famílias e a um público vasto, que vai desde as gentes das terras onde as provas acontecem até a um público fiel a imagens da natureza e passando, claro está, por uma imensidão de público jovem sempre sensível a actividades mais extremas, ainda que perfeitamente seguras. Esta modalidade além de originar imagens únicas [que vos poderemos fornecer sem encargos], de uma beleza notável é marcada por uma crescente participação feminina, a existência de praticantes seniores (mais de 60 anos) e a compatibilização da vida profissional dos pilotos com este desporto. Esperamos poder contar com o Vosso interesse em noticiar a Competição Parapente Douro Internacional, que aconteceu de 13 a 16 de Maio (5ªf. a Domingo), cuja base foi montada em Freixo-de-Espada-à-Cinta.